A jornada da maternidade atípica muitas vezes começa com o inesperado. Para a fundadora do EACHA, a descoberta da Síndrome de Down de sua filha, Charlotte, não aconteceu durante o pré-natal, mas sim em um cenário de grande vulnerabilidade. Nada foi detectado nos exames anteriores; a revelação veio apenas após uma cesárea de urgência, realizada com 36 semanas devido a complicações na placenta.
No dia seguinte ao parto, ao visitar a UTI Neonatal, o choque veio através do olhar. Diante da incubadora, a mãe percebeu traços físicos que não haviam sido mencionados por nenhum médico até então. O sentimento de desorientação foi tão grande que ela chegou a pensar que os bebês tivessem sido trocados, já que ninguém havia lhe preparado para aquela realidade.
Ao questionar uma enfermeira se a bebê tinha traços de Síndrome de Down, a confirmação da suspeita médica veio como um desabamento emocional. Este relato destaca quão sensível e impactante é o momento do diagnóstico, reforçando a missão do EACHA de acolher famílias que, assim como nossa fundadora, foram “pegas de surpresa” e precisam de suporte para reconstruir seu chão.